segunda-feira, 21 de julho de 2014

Bruxismo



Bruxismo é uma desordem funcional que se caracteriza pelo ranger ou apertar dos dentes durante o sono. Essa pressão pode provocar desgaste e amolecimento dos dentes. Nos casos mais graves, podem ocorrer também problemas ósseos, na gengiva e na articulação da mandíbula (ATM).
Possivelmente, a disfunção está ligada a fatores genéticos, a situações de estresse, tensão, ansiedade, ou a problemas físicos de oclusão ou fechamento inadequado da boca, por exemplo.
Não se sabe exatamente por quê, o bruxismo acomete 15% das crianças e afeta indistintamente homens e mulheres. A incidência tende a diminuir com o passar dos anos. Quando o problema se manifesta durante o dia, recebe o nome especial de briquismo.
Sintomas
Além do desgaste e amolecimento dos dentes, dor de cabeça é o sintoma mais comum do bruxismo. Isso acontece porque a compressão exagerada dos dentes pode levar à isquemia dos vasos que entram no ápice da raiz e depois à necrose dos vasos, dos nervos e da polpa dentária.
Outros sintomas do bruxismo são dor e zumbido no ouvido, dor no pescoço, na mandíbula e nos músculos da face por causa do esforço realizado pelos músculos da mastigação, estalos ao abrir e fechar a boca, alterações do sono. A intensidade e a frequência das crises podem variar de uma noite para outra.
Diagnóstico
Na maioria das vezes, a pessoa só sabe que é portadora de bruxismo, se alguém lhe contar o que presenciou enquanto ela dormia, ou quando procura assistência médica ou odontológica, porque os sintomas já se instalaram.
Além da avaliação clínica, a polissonografia é um exame importante para identificar o grau do distúrbio e orientar o tratamento.
Tratamento
Não se conhece, ainda, um tratamento eficaz para curar o bruxismo. Medicamentos ansiolíticos são úteis para o controle dos quadros de estresse e ansiedade que podem estar associados, mas não são a causa do distúrbio que, aliás, não está suficientemente esclarecida.
Os recursos mais indicados para o tratamento, porém, são as placas interoclusais flexíveis de silicone ou as placas rígidas de acrílico, moldadas segundo o formato da arcada dentária do paciente. Elas ajudam a restringir os movimentos dos músculos mastigatórios e a reduzir o atrito que provoca o desgaste e o abalo dos dentes.
Recomendações
* Consulte o dentista com regularidade;
* Evite apertar os dentes, quando estiver empenhado em uma tarefa ou situação mais complicada;
* Procure não mascar chicletes ou mordiscar sistematicamente objetos duros, como pontas de lápis e canetas, por exemplo;
* Faça exercícios. A prática regular de atividade física ajuda a controlar o estresse e as crises de ansiedade que podem favorecer o apertar dos dentes;
* Não se esqueça de colocar a placa interoclusal antes de dormir. Se o problema se manifestar também de dia, use-a sempre que possível.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

As fases de crescimento dos dentes

O crescimento dos dentinhos
É importante que os pais saibam que os dentes começam a se formar já no útero materno, inclusive os permanentes, e continuam sua formação após o nascimento da criança. Segundo o Dr. Fausto Medeiros Mendes, professor de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da USP, isso significa que uma infecção durante a gestação ou no primeiro ano de vida da criança pode causar um defeito de formação nos dentes de leite ou permanentes.

Nem toda criança que tem uma infecção terá um defeito de formação, mas o risco é aumentado. “Esse problema de formação dos dentes geralmente não é grave, mas a mãe deve ficar atenta porque isso pode aumentar a chance daquele dente ter cárie ou sensibilidade a doces e ao frio”, diz o professor. Por isso qualquer problema durante a gestação ou no primeiro ano de vida da criança deve ser relatado ao dentista.
As mães também devem lembrar que a amamentação natural, ou seja, no peito, durante o primeiro ano de vida é fundamental para a prevenção de muitas das más oclusões. Além da importância afetiva e nutricional, o exercício muscular durante a sucção no seio favorece a respiração nasal e previne grande e parte dos problemas de posicionamento incorreto dos dentes e das estruturas faciais.
O Dr. Fausto explica que os dentes de leite anteriores nascem entre seis e 12 meses de vida, e entre 18 e 36 meses nascem os dentes de leite posteriores. Essa fase é o da dentição decídua, onde apenas dentes de leite estão presentes na boca. Esses dentes de leite vão começar a cair por volta dos seis anos de idade, e os dentes permanentes anteriores vão nascer no lugar.
Por volta dos 6 anos, é importante a mãe ficar atenta ao aparecimento do primeiro molar permanente que nasce atrás dos molares decíduos, sem que nenhum dente de leite caia. Esse dente é muito suscetível ao desenvolvimento de cárie. Essa troca de dentes de leite por dentes permanentes vai ocorrer até por volta dos 11 anos. Nessa fase em que estão presentes na boca tanto dentes de leite como dentes permanentes é chamada de dentição mista.
Por volta dos 12 anos, os últimos dentes de leite caem, nascem os permanentes no lugar e também nasce o segundo molar permanente, atrás do primeiro molar permanente. Esse dente também nasce sem que um dente de leite caia. Quando não tiverem mais dentes de leite na boca, a fase é chamada de dentição permanente. Essa fase só irá se completar por volta dos 18 anos quando aparecerem na cavidade bucal os terceiros molares permanentes, também conhecidos como dentes do siso ou dentes do juízo.

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/as-fases-de-crescimento-dos-dentes/

quarta-feira, 2 de julho de 2014

As causas do desagradável mau hálito

O mau hálito ou halitose não é uma doença e sim, um sinal ou sintoma de que algo no organismo está em desequilíbrio, que deve ser identificado e tratado.  O nome Halitose, termo médico para designar o mau hálito deriva do latim Halitus que significa ar expirado.

De acordo com os últimos dados divulgados a origem  do mau hálito pode ser bucal (de 90 a 95 % dos casos)* e origem extra bucal ( de 5 a 10 % dos casos).
As causas da halitose conhecidas são mais de 60 e as causas bucais correspondem, como visto acima, a mais de 90% dos casos. Dentre as causas mais importantes e comuns originadas na cavidade bucal, temos a saburra lingual e as doenças da gengiva (gengivite e periodontite).

Nas causas do mau hálito originado nas vias aéreas superiores, os principais responsáveis são os cáseos amigdalianos, e de origem sistêmica ou metabólica, temos o jejum prolongado, a ingestão de alimentos odoríferos (capazes de alterar o hálito), o diabetes não compensado, a hipoglicemia e as alterações hepáticas, renais e intestinais como causas principais, mas que como vimos acima, correspondem somente a uma porcentagem muito pequena dos casos.

As doenças da gengiva são um dos causadores bem como várias outras causas de alteração do hálito de origem bucal (dentes semi-inclusos, excessos de tecido gengival, feridas cirúrgicas, cáries abertas e extensas, próteses mal adaptadas, abscessos, estomatites, miíase, cistos dentígeros e câncer bucal) podem ser facilmente identificadas e tratadas (ou encaminhadas para tratamento) por um cirurgião dentista.


Foto:divulgação