quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ronco pode melhorar com orientação odontológica


Nem todo mundo que ronca tem apneia, mas todos que têm apneia roncam. Essa frase traz consigo um alerta para a doença que atinge 33% da população adulta na cidade de São Paulo, segundo a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Em 90% dos casos, a combinação de ronco frequente e alto com sonolência excessiva durante o dia é sinal de Apneia Obstrutiva do Sono (AOS). A AOS é a obstrução da respiração por alguns segundos durante o sono. O fechamento da via aérea faz com que a pessoa pare de respirar por um período de, no mínimo, 10 segundos.
Especialistas classificam o grau da doença pelo número de interrupções totais por hora: leves (5 a 15), moderadas (15 a 30) e severas (acima de 30). “O dentista é responsável pelo tratamento em casos de ronco primário e quadros de AOS leve-moderada, em que o reposicionador de mandíbula e língua tem mostrado bons resultados”, diz a neurofisiologista, Stella Tavares, coordenadora da Neurofisiologia Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein. 
Nos quadros graves, geralmente, o tratamento recomendado é a máscara conectada a um compressor de ar (CPAP).  O aparelho faz uma pressão de ar que desobstrui a passagem e leva oxigênio até os pulmões. Como a pessoa não abre a boca para respirar, o ronco também é evitado.

Quando procurar ajuda
É hora de procurar um especialista quando o ronco é frequente, as noites são mal dormidas e o peso está acima do normal. O otorrinolaringologista é o principal profissional procurado para tratar a doenças, mas, hoje, há um esforço multidisciplinar para discutir a AOS, que conta com dentistas, cardiologistas, pneumologistas, neurologistas, entre outros.
A polissonografia é o a exame que determina a doença. Ao passar uma noite em um instituto de sono, a máquina registra diversos parâmetros fisiológicos durante o sono – atividades cerebral e muscular, movimentos oculares, respiração, teor de oxigênio, eletrocardiograma, registro de ronco e posição corporal.
Evite
- Aumento de peso
- Bebidas alcoólicas e com cafeína no mínimo quatro horas antes de dormir
- Dormir de costas (barriga para cima)
- Refeições pesadas antes de dormir
- Fumo

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

5 problemas de saúde que podem começar pela boca



Ao falar de saúde bucal, automaticamente vem à cabeça cárie, gengivite, mau hálito. Mas a lista de doenças ligadas à boca vai muito além disso, afeta, inclusive, outras partes do corpo. Doenças cardiovasculares; partos prematuros e nascimentos de baixo peso; descontrole da diabete, são algumas das enfermidades que podem ser associadas à saúde bucal já estudadas por pesquisadores.
Diabetes
Diabéticos podem apresentar, entre outros sinais, hálito de "acetona", inflamações das gengivas e perda óssea ao redor dos dentes, feridas bucais e boca seca. Falando em números, os portadores da doença têm, aproximadamente, quatro vezes mais chances de ter inflamações das gengivas e perdas do suporte ósseo dos dentes.  
O agravamento desses quadros também pode se relacionar com complicações da diabetes. É uma via de mão dupla em que uma doença pode afetar o curso da outra, ou seja, a diabetes dificulta o tratamento das doenças periodontais que, por sua vez, agravam a diabetes. “Prevenir, especialmente as infecções de boca, é o melhor remédio”, diz o cirurgião-dentista Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes, consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).  
 
A boa notícia é que é possível restabelecer a saúde bucal depois que as doenças periodontais se instalam. O primeiro passo é se informar sobre a diabetes e, principalmente, como controlá-la. Em seguida, fazer um tratamento bucal sério, além de ter cuidado diário com a boca, conforme a instrução do dentista. “Pacientes com bons hábitos de higiene bucal, visitas regulares ao dentista e providos de cuidados no controle do diabete podem ter vida normal e reabilitar-se em termos de qualidade de vida”, afirma o especialista. 
Doenças do coração
Um estudo realizado pela Unicamp com 180 pacientes cardíacos constatou que as pessoas com cardiopatia tinham de duas a três vezes mais problemas periodontais do que o grupo que não tinha doença coronariana. Os pesquisadores analisaram fragmentos arteriais desses pacientes e fizeram a detecção do DNA bacteriano. “Quase 60% dos nossos pacientes tinham a bactéria bucal nas artérias coronárias”, diz o periodontista Fernando José de Oliveira, autor da pesquisa.
 
O que ocorre é que o ferimento na gengiva causado pela periodontite é a porta de entrada para a bactéria cair na corrente sanguínea. Quando isso acontece há o risco de parar no coração, o que provoca inflamação nas artérias. Esse processo pode aumentar, inclusive, os níveis de colesterol de um indivíduo. 
 
Segundo o cardiologista e nutrólogo do HCor, Daniel Magnoni, existe um trabalho amplo de conscientização da relação entre higiene bucal e doenças do coração. “No Instituto Dante Pazzanese, o ambulatório de saúde bucal é muito ativo, com campanhas de conscientização e educação em higiene bucal”, diz.
Impotência
Um estudo feito pela Universidade Inonu, na Turquia, concluiu que pessoas com gengivas inflamadas são três vezes mais propensas a ter problemas de ereção. Participaram da pesquisa 80 homens com disfunção erétil, entre 30 e 40 anos, e 82 homens sem problemas de impotência. No grupo dos que tinham a disfunção, 53% apresentavam gengivas inflamadas, contra 23% no grupo de controle.
A explicação para isso ocorrer é parecida com a endocardite – as bactérias que ficam na boca podem entrar na corrente sanguínea pela gengiva. Esses micro-organismos criam placas nos vasos sanguíneos, entupindo-os. Assim, a ereção fica mais difícil. Adicionalmente, a periodontite também bloqueia uma enzima chamada eNOS, que ajuda os homens a conseguir uma ereção.
 
Segundo o médico Geraldo Eduardo Faria, chefe do departamento de Sexualidade Humana da Sociedade Brasileira de Urologia, estudos mostram que metade dos homens na faixa etária entre 40 e 70 anos sofrem de algum grau de disfunção erétil que é classificada em leve, moderada ou severa. “O estudo MMAS realizado nos Estados Unidos mostrou uma incidência de 52%, sendo que a ocorrência aumenta com a idade e também está relacionada a fatores de risco”, diz. 
  
HPV
Segundo uma pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da USP com 1.475 pacientes, 72% dos casos de câncer de cabeça e pescoço apresentou o vírus HPV do tipo 16 - o mais relacionado ao desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço. 
Nas avaliações mais antiga, feitas entre os anos 1998 e 2003, o índice encontrado foi de 55%, um aumento de 17 pontos porcentuais.
 
“Em um trabalho científico realizado na Unifesp, em que estudamos 50 casos de câncer de boca, indicou a presença de HPV em 74% dos casos”, diz o doutor Artur Cerri, coordenador da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas). “É fundamental que a prevenção do câncer de boca passe pela prevenção do HPV oral.
 
Parto Prematuro
A doença periodontal pode trazer inúmeros malefícios tanto à gestante, pelo desconforto e dor típicos desta alteração, quanto ao feto em formação. Há fortes evidências de que mães com doença periodontal têm mais chance de ter filhos prematuros (abaixo de 37 semanas de gestação) e com baixo peso (inferior a 2500 g). 
“Os pesquisadores acreditam que os estímulos inflamatórios podem induzir uma hiperirritabilidade da musculatura lisa uterina, provocando contração do útero e dilatação cervical, atuando como gatilho para o parto prematuro”, diz a dentista Rosana de Fátima Possobon, professora da Faculdade de Odontologia da Unicamp.
Ao avaliar saliva e gengiva de mais de 300 grávidas e comparar com os dados de seus partos, pesquisadores da Universidade de Nova York verificaram que quanto maior a incidência da bactéria actinomyces, principalmente no terceiro trimestre da gestação, maior o risco. Ou seja, para um aumento de 10 vezes na presença da bactéria, notou-se uma redução de até 60 gramas no peso do bebê e antecipação de até dois dias no parto.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O que é uma boa higiene bucal?




Hálito puro e sorriso saudável são o resultado de uma boa higiene bucal. Isso significa que, com uma higiene bucal adequada:
  • Seus dentes ficam limpos e livres de resíduos alimentares;
  • A gengiva não sangra nem dói durante a escovação e o uso do fio dental;
  • O mau hálito deixa de ser um problema permanente.
Consulte o seu dentista caso sua gengiva doa ou sangre quando você escova os dentes ou usa fio dental, e principalmente se estiver passando por um problema de mau hálito. Essas manifestações podem ser a indicação da existência de um problema mais grave.
Seu dentista pode ensiná-lo a usar técnicas corretas de higiene bucal e indicar as áreas que exigem atenção extra durante a escovação e o uso do fio dental.
Como garantir uma boa higiene bucal?
Uma boa higiene bucal é uma das medidas mais importantes que você pode adotar para manter seus dentes e gengiva em ordem. Dentes saudáveis não só contribuem para que você tenha uma boa aparência, mas são também importantes para que você possa falar bem e mastigar corretamente os alimentos. Manter uma boca saudável é importante para o bem-estar geral das pessoas. Os cuidados diários preventivos, tais como uma boa escovação e o uso correto do fio dental, ajudam a evitar que os problemas dentários se tornem mais graves. Devemos ter em mente que a prevenção é a maneira mais econômica, menos dolorida e menos preocupante de se cuidar da saúde bucal e que ao se fazer prevenção estamos evitando o tratamento de problemas que se tornariam graves. Existem algumas medidas muito simples que cada um de nós pode tomar para diminuir significativamente o risco do desenvolvimento de cárie, gengivite e outros problemas bucais.
  • Escovar bem os dentes e usar o fio dental diariamente.
  • Ingerir alimentos balanceados e evitar comer entre as principais refeições.
  • Usar produtos de higiene bucal, inclusive creme dental, que contenham flúor.
  • Usar enxagüante bucal com flúor, caso seu dentista recomende.
  • Garantir que crianças abaixo de 12 anos tomem água potável fluoretada ou suplementos de flúor, se habitarem regiões onde não haja flúor na água.

Fonte: colgate.com.br

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Como Manter a Saúde Bucal de Seus Filhos em Cada Estágio: Dicas e Orientações da Dra. Salzer

Dicas e Recursos da dentista Dra. Jennifer Salzer

Muito prazer. Sou a Dra. Jennifer Salzer, da Faculdade de Odontologia da Universidade de Nova York, e com consultório particular em Manhattan. As férias estão chegando e sabemos muito bem o que vem com elas – muito sorriso em toda parte, mas também muita bala, sorvete... enfim, muito doce. A cárie é a doença crônica infantil mais comum e por isso é muito importante ensinar às crianças desde cedo a manter uma boa saúde bucal, principalmente durante as férias e datas associadas ao consumo de doces, como é o caso do dia das Bruxas e da Páscoa. As crianças passam por diferentes fases durante a infância, cada qual com necessidades específicas no que se refere à saúde bucal, e os pais devem incentivar os bons hábitos desde que os filhos são pequenos. Vou dar a seguir orientações e dicas para conservar o bom estado de saúde bucal em todos os estágios do desenvolvimento da criança.

Dicas para higiene bucal - 1º Estágio (4 a 24 meses)

• Para evitar a formação de placa, que é uma massinha branca cheia de bactérias que se deposita nos dentes e provoca cárie, os pais devem começar a limpar regularmente a gengiva do bebê recém-nascido com um paninho úmido depois de todas as mamadas (no peito ou na mamadeira).
• Quando aparece o primeiro dentinho, os pais devem escová-lo durante dois minutos duas vezes ao dia com uma escova de dentes infantil de cerdas bem macias e cabeça emborrachada, e com uma quantidade mínima de pasta de dente sem flúor.
o A escova Oral-B 1º Estágio possui cerdas próprias para bebê e cabeça larga, para massagear a gengiva de forma bem suave.
• Os pais devem perguntar ao pediatra quando devem levar o filho ao dentista, mas a regra geral é: “Primeira consulta no primeiro aniversário.” Depois, a cada seis meses, para acompanhamento do desenvolvimento dos dentes.

Dicas para higiene bucal - 2º Estágio (2 a 4 anos)

  • A partir dos dois anos a criança deve usar pasta de dente com flúor para evitar as cáries durante o desenvolvimento dos dentes.
  • A pasta Oral-B Estágios protege contra as cáries de modo eficaz com sua fórmula em gel suave e com diversos sabores que agradam as crianças.
  • Supervisione a escovação da criança até ela aprender a escovar corretamente. O recomendado é gastar dois minutos escovando os dentes, prestando bastante atenção naqueles que são os principais responsáveis pela mastigação e nos dentes de trás, que é onde as cáries começam a se formar. Sei que a limpeza dos dentes aborrece as crianças, então deixo aqui algumas idéias para tornar a tarefa um pouco mais divertida:
    • Use escova do tipo da Oral-B 2º Estágio, que é própria para a criança pequena que está aprendendo a escovar e cujos dentinhos estão ainda em crescimento. Seu desenho permite alcançar efetivamente todos os dentes, com sua cabeça estreita e cerdas de padrão simples e um grupo de cerdas mais compridas na extremidade (“Power Tip”).
    • Escove seus dentes ao mesmo tempo, para dar o exemplo. Assim seu filho vai aprender observando e imitando o que você faz.
    • Cante ou coloque para tocar uma musiquinha que ele goste durante os dois minutos de duração da escovação, ou então recite versinhos para distraí-lo.
    • Quando a criança já tem dois anos, os pais precisam começar a pensar muito no impacto dos hábitos de alimentação/nutrição não só sobre a saúde bucal e como sobre sua saúde de modo geral. Para criar bons hábitos, é preciso restringir o consumo de bebidas doces, incentivar o abandono da mamadeira e do copinho com bico e oferecer sempre à criança comida saudável, tanto nas refeições principais quanto nas intermediárias.

Dicas para higiene bucal - 3º Estágio (5 a 7 anos)

• A partir dos 5 anos começam a nascer os dentes molares permanentes da criança e é importante o uso da escova e pasta de dente com flúor.
o A escova Oral-B 3º Estágio é própria para escovar esses molares permanentes e para as áreas mais sensíveis dos dentes de leite que caíram. Suas cerdas têm formato côncavo que envolve cada dente, com um grupo de cerdas mais compridas na extremidade (“Power Tip”) que alcança facilmente as laterais e a parte de trás dos dentes do fundo.
o A partir dos 5 anos começam a nascer os dentes molares permanentes da criança e é importante o uso da escova epasta de dente com flúor.
o A escova Oral-B 3º Estágio é própria para escovar esses molares permanentes e para as áreas mais sensíveis de dentes de leite que caíram. Suas cerdas têm formato côncavo que envolve cada dente, com um grupo de cerdas mais compridas na extremidade (“Power Tip”) que alcança facilmente as laterais e a parte de trás dos dentes do fundo.

Dicas para higiene bucal - 4º Estágio (acima de 8 anos)

• Crianças a partir dos oito anos de idade usam pasta de dente com flúor e escova projetada para uma mistura complexa de tamanhos de dentes – permanentes e de leite.
• A escova Oral-B 4º Estágio alia cerdas cruzadas, para limpeza, cerdas massageadoras para os espaços sem dente e extremidade com cerdas mais alongadas (Power Tip) para alcançar e limpar os dentes de trás.